Hoje, de
repente, me deparei com uma música na rádio (e olha que eu não sou de ouvir
rádio, mas como estava no ônibus em uma viagem a trabalho, tinha acabado a
bateria do notebook e o MP4 travou, era minha única opção já que não sei viver
sem música), era uma voz conhecida, mas eu não soube identificar exatamente no
momento, só quando a locutora narrou: IRA – MARIANA FOI PRO MAR.... Céus e
Mares, como eu nunca havia ouvido essa música antes.
Realmente, eu
fui pro mar... como prêmio de consolação ganhei uma vida que sempre admirei,
não posso dizer que sonhei, porque eu havia me prendido á outras coisas e por
um bom tempo esqueci de cuidar de mim, então durante esse tempo não havia mais
os sonhos da JULIANA, e sim os sonhos de um relacionamento em que eu acreditava
mais do que deveria acreditar.
Escutando a
música é claro que muitas mulheres irão se identificar, mas creio que poucas
têm a coragem de enfrentar e superar da mesma forma que algumas de nós
superamos, nos tornando mulheres muito melhores depois de uma separação.
Claro que quando
temos um relacionamento duradouro acreditamos nele, mas na maioria das vezes,
nós como mulheres, nos anulamos e nos esquecemos de nós mesmas devido ao o
quanto é grande nossa dedicação ao marido e aos afazeres da vida doméstica e do
dia-a-dia. Somente quando acontece a separação é que nos vemos sozinhas, a
lutar por nós mesmas e a aprender que cada um é um ser e único, por isso somos
denominados INDIVÍDUOS (do dicionário: Pessoa considerada isoladamente, em relação a uma coletividade) e
mesmo um relacionamento não pode destruir essa INDIVIDUALIDADE, por mais que
ainda exista na sociedade a ideia de que a mulher quando se casa se torna a
RAINHA DO LAR. Lar? Não, somos as rainhas de nossas vidas e temos o poder de
decidir o que nos faz bem e o que queremos para nós mesmas.
Ser uma rainha significa que você é feliz pelo que você faz a
todos, ser feliz pelo que te faz feliz, e não por lutar que seu LAR seja um
lugar mais feliz do que os outros lugares, ser uma rainha significa que você
tem que conquistar as pessoas e não A PESSOA (nesse caso você poderia ser
apenas o bobo da corte, cujo objetivo é entreter apenas ao rei, ou pelo menos
primeiramente á ele), e vamos concluir que nem sempre o que te faz feliz faz o
seu parceiro feliz, as pessoas são diferentes e elas têm o direito de o serem.
Não estou dizendo aqui que é fácil se reencontrar, ou se
encontrar sozinha ou com crianças para cuidar (que não foi o meu caso), só
estou querendo dizer que redescobrir nossa individualidade, os nossos prazeres
e as coisas que nos fazem felizes já bastam para sermos felizes de verdade! A
gente tem que se dar o valor que a gente quer que as pessoas nos deem.
Encontro-me hoje feliz, tenho alguém que me faz feliz, mas
independente de algo ou alguém, estou feliz porque estou dando para minha vida
o rumo que eu quero, não preciso mais fazer as coisas que façam o outro feliz,
apenas tem que ser assim: o que me faz feliz também faz o outro feliz!

